Saúde segurada é viagem tranquila

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Saúde segurada é viagem tranquila

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Saúde segurada é viagem tranquila

Se existe algo que todo turista deveria levar na bagagem, além do protetor solar, é um seguro viagem. Contar com esse tipo de assistência pode fazer toda a diferença em um roteiro de lazer, negócios ou estudo, que precisa ser interrompida por causa de um imprevisto. O seguro viagem cobre, desde uma bagagem extraviada a um socorro médico. De um pé torcido a uma cirurgia cardíaca. De um dente quebrado a uma internação, ou, sendo mais extremo, até a remoção de um corpo ao país de origem.

Apesar da ampla cobertura de situações, o seguro não é, nem de longe, a principal despesa da viagem. “É um serviço barato, se comparado com a segurança que oferece, mas ainda pouco conhecido”, diz Hodson Menezes, consultor de seguros. Ele estima que entre os viajantes que ganham o mundo comprando passagens e hospedagens pesquisadas na internet, poucos se preocupam em pesquisar também os serviços de uma boa corretora. “As agências de viagem geralmente oferecem a cobertura via seguradora porque planejam a viagem de forma mais profissional. Quando é o turista que monta o orçamento por conta própria, quase sempre ele negligencia essa etapa. Só vai perceber a importância de ter um seguro viagem quando quebrar um braço em Nova York”, ilustra o consultor, se referindo ao alto custo de uma despesa médica na terra de Donald Trump.


“Entrei em contato por WhatsApp com o seguro e, em poucos minutos, eles já me encaminharam uma mensagem com o local de atendimento e o agendamento da consulta... Uma dor de ouvido pode estragar uma viagem planejada”, disse a advogada Tainá Sampaio que está em uma temporada na Irlanda e pagou R$ 1.700 pelo seguro.


Quer seja nos Estados Unidos, Europa, Ásia ou África, ou mesmo em percursos dentro do Brasil, é sempre possível contar com um seguro viagem. O custo para o viajante depende do destino, mas no geral, os valores não são altos. Para uma viagem de 10 dias com cobertura de até US$ 30 mil, o preço é de R$ 166. Se a opção for dobrar a cobertura para despesas de até US$ 60 mil, o preço da apólice sobe pouco mais de R$ 10, ficando em torno de R$ 177. Hodson Menezes tem um testemunho pessoal para dar sobre o assunto. Durante uma viagem de turismo, ele precisou ser submetido a uma cirurgia de emergência nos Estados Unidos. As despesas ficaram em torno de US$ 86 mil. Tudo foi pago pela seguradora. “Quando eu viajo com minha esposa, geralmente contrato um seguro com cobertura de US$ 250 mil. Assim não tive nenhum susto e ainda fui atendido em um ótimo hospital”, diz Hodson. Para um seguro com esse teto de gastos, paga-se hoje algo em torno de R$ 480 numa única parcela.

Segurança

Existe ainda opção de Assistência Viagem, um tipo de cobertura médica mais barata, cujas despesas são bancadas pelo viajante que, ao regressar, solicita o reembolso à seguradora. Para Carlos Valle, presidente do Sindicato dos Corretores de Pernambuco, essa modalidade de assistência não compensa. “Imagina ter que pagar uma cirurgia de apendicite no Canadá e só receber quando voltar? Pode ser uma dor de cabeça amenizada, se for feito o seguro de viagem”, diz o empresário.

O seguro viagem pode ser contratado para estadias de longa duração, até o limite de um ano, podendo ser renovado. A advogada Tainá Sampaio está há cinco meses vivendo em Dublin, na Irlanda. Ela foi estudar e, no mês passado, precisou de assistência médica por conta de dores provocadas por uma luxação na perna. “Entrei em contato por WhatsApp com o seguro e, em poucos minutos, eles já me encaminharam uma mensagem com o local de atendimento e o agendamento da consulta. O mais gratificante foi depois. Eles mandaram outra mensagem para saber como tinha sido o atendimento e se eu me encontrava melhor. Achei a preocupação com o cliente muito legal”, comentou a advogada. Tainá diz que sempre se preocupou em fazer o seguro viagem porque, na Europa, a consulta médica é muito cara. Ela contratou um seguro com o mesmo tempo de duração do curso que faz na Irlanda, oito meses, e pagou para contar com esta segurança extra cerca de R$ 1.700. “Ás vezes uma simples dor de ouvido pode acabar com uma viagem que foi muito planejada”, diz, precavida.

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